Família: Inimiga do Liberalismo

Família: Inimiga do Liberalismo

O liberalismo tende a destruir os laços familiares. Troca-se tradições por competição acirrada, aprendemos isso por osmose com o capital em primeiro lugar. O capital bebe na fonte da competição e destrói os valores tradicionais.

A família sempre foi inimiga do sistema liberal, sua forma cooperativa de se sustentar provou ser um empecilho ao “Deus Dinheiro”, esse que coloca todos os seus esforços para destruir a instituição mais sagrada que temos: a família. Aprende-se que a história humana é uma história de “guerra dos sexos” declarada, com a mulher sendo a vítima da opressão masculina, sendo que, na verdade, um complementa o outro.

A mulher detém a chave do lar. Ela é o coração da família, a responsável pela educação, pela continuidade da tradição e da religiosidade. Em contrapartida, o homem é a cabeça da família, pois é seu dever a tarefa do sustento e da proteção. Ele é o patriarca, o que dará sua vida para proteger sua prole. Contudo, o papel histórico da mulher é imaterial, ela não produz o material que é valorizado pelo capital, sua função primária é empecilho produtivo. Entretanto, surge para “libertar” a mulher de sua função primária, os movimentos feministas do século XX, baseados na podridão gerada pelo capitalismo. Observando que a mulher não trabalhava materialmente, as feministas decidiram lançar a verdade liberal para as mulheres – que sejam exploradas igualmente ao homem. O homem – explorado – já não conseguia exercer seu papel patriarcal, a partir deste cenário, a competição entre os sexos no mercado de trabalho é declarada, algo que os trabalhadores comuns desconheciam completamente, pois tanto o homem como a mulher trabalhavam. As funções femininas eram estabelecidas naturalmente/ biologicamente, não produziam nada para ele, e o feminismo abraçou esse pensamento (burguês) “libertador” de que as mulheres precisavam sair de seus lares, trabalhar e ser.

Muitas vezes, exploradas, sem exercer o direito de ter tempo para criar seus filhos. Vejam bem, não há maldade maior à família quanto a de que os dois cônjuges precisem trabalhar para sobreviver. Neste momento, a família está fadada ao fracasso, não pela ação feminina de entrar no mercado de trabalho, mas porque ela se sujeitou a mesma função do homem, criando maior competitividade entre os sexos. A princípio ela não teve escolha, era isso ou a fome, uma vez que o homem não conseguia mais prover ao seu lar, passou a competir não só com outro homem, mas a competir, também, com a mulher, que exercia o mesmo trabalho que ele, e em muitas vezes, com salários inferiores ao masculino, porque o capitalismo não daria o mesmo salário a um ser que ficasse nove meses parado.

Essa liberdade da mulher custou um preço aos trabalhadores, e aos patrões deu um tesouro. Portanto, deve-se garantir a mulher o livre direito de trabalhar e não a obrigação capitalista, pelos salários cada vez mais arroxados dos trabalhadores, e a mulher é um ser pensante, sua força produtiva equipara-se a do homem, por vezes, seu trabalho é digno, então não existe razão para negá-la esse direito, apenas existe o questionamento de o porquê inseri-la. A causa é muito mas vil do que a consequência.

Existia um aspecto importante da sociedade que a família se encarregava a garantir, que a prole cumprisse um papel social. Era esperado do homem, um trabalhador digno, que sustentaria o futuro da família, e que iria se encarregar de fazer uma prole com uma mulher digna, que era esperada ser uma grande mãe. Hoje em dia, o papel social é um conceito ignorado, todas as relações sociais são fadadas ao fracasso pela liberdade e competição, um tenta se sobressair ao outro, provar sua superioridade, ou até mesmo as relações são tão líquidas que convivem com a dissimulação. E quanto aos filhos? Bem, esses são criados sem o amor e sem a noção do significado da família. Aliás, a família é a instituição em que o cooperativismo é mais importante, mas a substituição de tradições locais e culturas regionais por visões globais e cosmopolitas, levam a uma diversidade cultural gigante, mesmo dentro de um espaço pequeno, gerando conflitos irredutíveis, a antiga visão tradicional do lar entra em conflito com o correto para o liberalismo.

Não há mais disciplina no lar, pais permitem que os filhos façam o que quiserem, horas no computador, celular e nos videogames. O entretenimento dá uma falsa sensação de serenidade, um escapismo; mas não é assim que se encara a sombria realidade, se encara ela com a luta, não com o isolamento e a procrastinação. E a culpa não é das crianças, é dos cônjuges, eles que devem garantir que o filho esteja preparado para enfrentar o futuro e a dura realidade. Vive-se em um mundo onde quem começa a trabalhar mais cedo tem um futuro melhor e menos chance de desemprego. Então deve-se, sim, ensinar filhos a viver e trabalhar, e que eles terão que pagar contas, trabalhar, sofrer, para sustentar não apenas a si mesmos, mas também seus parentes idosos, suas esposas e as novas gerações. Mas o maior culpado de todos está presente no nosso cotidiano: o liberalismo.

A família é a instituição humana mais sagrada. Sua destruição completa pela modernidade é uma consequência factual. O homem e a mulher devem repensar seu papel social, suas decisões, seu futuro. O caminho certo do indivíduo segue o caminho correto da sociedade, são intrínsecos, sociedades doentes criam indivíduos doentes, e a sua cura é uma decisão individual que pode mudar a história.

Texto: Lucas Carbonera / Karoline Martins
Foto: Arquivo Karoline Martins

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